Ministro da Defesa defende que reforma da Previdência seja diferente para militares

Sábado, 05 de Novembro de 2016.

Ministro da Defesa defende que reforma da Previdência seja diferente para militares

Jungmann diz que é impossível ter Previdência única para desiguais

Ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirma que civis são prioridade na reforma Antonio Cruz/Agência Brasil

 

0 0 0 COMENTE! [22]

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, defendeu, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (14), que a reforma da Previdência seja encarada em condições diferentes para servidores civis e militares. Ele não detalhou quais serão as especificidades do plano para os militares, mas disse que eles também serão exigidos como contribuintes, e que os civis são prioridade na reforma.

“Como a Constituição prevê, servidores são uma categoria e militares são outra. A Constituição fez isso porque há tal singularidade e especificidade na categoria dos militares que eles não deveriam ser colocados em uma concepção única”, afirmou o ministro da Defesa.

Jungmann reconheceu que o sistema previdenciário dos militares também deve passar por mudanças e que a categoria deve contribuir. Mas ressaltou que há diferenças entre civis e militares e que é “impossível construir entre desiguais uma previdência única”.

Ele, no entanto, não disse como os profissionais das Forças Armadas participarão das mudanças.

“Uma coisa é a separação necessária pelas diferenças que existem entre as categorias, não dá para colocá-las juntas. Agora, de fato, os militares estarão participando da reforma da Previdência e estarão dando a sua contribuição. A questão é dar essa separação, seria realmente impossível construir entre desiguais uma previdência única. Agora qual vai ser a contribuição, isso está em discussão. Nós temos participado dessa discussão, mas a prioridade se volta para os servidores civis e nos próximos dias será apresentada essa nossa contribuição”, disse o ministro.

Veja também

Impasse

As declarações do ministro da Defesa podem ser encaradas como uma resposta a afirmações do Planalto veiculadas nas últimas semanas que antecipam que a reforma da Previdência “vai atingir a todos”.

Em entrevista à rádio CBN na última terça-feira (11), o presidente Michel Temer destacou que a reforma atingirá todos os setores de forma equânime, inclusive a classe política.

“Essa coisa da aposentadoria dos políticos já começou a ser esboçada e, evidentemente, vamos fazer uma coisa equânime, quer dizer, para atingir todos os setores. Não vamos diferenciar mais os setores. Por exemplo, não vai ter diferença entre a previdência geral e a de funcionários públicos. Esse é um ponto que já está definido”, disse na entrevista à CBN nesta terça-feira.

No caso dos militares, que também têm um regime especial de previdência, o presidente reforçou na ocasião que ainda não sabe como vai funcionar, mas lembrou que a categoria sempre teve tratamento diferenciado em função das peculiaridades da carreira.

  • Agência O Globo
  • [14/10/2016]