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Militares podem voltar à ativa em todo Brasil em nome do combate ao crime. Economia ou segurança?
Retorno voluntário de militares da reserva à ativa divide opiniões ao prometer reforço no combate ao crime, economia e mais segurança pública.
Militares das Forças Auxiliares poderão voltar à ativa em todo Brasil em nome do combate ao crime. Esse é o teor do Projeto de Lei nº 139/2025, atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. O Projeto, que propõe uma alteração na Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, é de autoria do deputado sargento Portugal. Seu objeto é permitir o retorno voluntário de militares da reserva das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares ao serviço ativo.

De acordo com a proposição, policiais militares e bombeiros militares teriam a garantia de retornar à ativa na mesma patente ou graduação que possuíam, mantendo todos os direitos inerentes aos militares em atividade. 

Para que a reversão seja possível, o militar interessado deverá formalizar o pedido com antecedência mínima de três anos antes de completar 67 anos de idade.

Caberá ao Estado de origem do militar regulamentar o processo de reversão dentro do prazo de até 60 dias.

Déficit de efetivo e aumento da criminalidade impulsionam o projeto

O autor da proposta, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), justifica a medida com base no déficit de efetivo nas corporações e no aumento da criminalidade.

Segundo o parlamentar, “o projeto busca trazer de volta aqueles com a experiência necessária para lidar não apenas com a violência, mas também passá-la para os militares mais novos”.

Ainda de acordo com Portugal, a deficiência no número de policiais militares e bombeiros militares nos Estados é crescente, sendo que a criminalidade e a violência aumentam na mesma proporção. 

Experiência dos militares da reserva como ativo estratégico na segurança pública


Com sua proposta legislativa, o deputado pretende equilibrar essa situação. Para isso ele quer trazer de volta à ativa os militares que já alcançaram o auge da experiência, mas estão na reserva. 

Na justificativa do PL, Portugal assevera que essa expertise é necessária não só para lidar com a violência em si, como também é um ativo valioso na formação dos militares mais novos.

O deputado Portugal diz que tudo isso tem “o intuito de garantir o direito de ir e vir da população de bem, que hoje é praticamente impossível em nosso país.” 

Economia, urgência no combate ao crime, mas falta de dados sobre custos reais

O congressista declara que “trazer aqueles que já estão prontos de volta à ativa é muito menos oneroso do que investir no treinamento de novos militares.

Apesar disso, o projeto de lei não apresenta indicadores financeiros nem estudos ou estatísticas sobre se realmente a ideia de se reverter militares aposentados é ou não mais dispendiosa para os cofres públicos.

Segundo ele, o tema requer urgência, já que para os militares recém formados “alcançarem o grau de experiência necessário fazem-se necessários muitos anos, e a população não tem mais como esperar.”

Mais efetivo nas ruas e redução de terceirizações em tarefas administrativas


Além da pressa em combater o crime, o Projeto de Lei deve automaticamente aumentar o efetivo de militares nas ruas. Isso porque, “na medida em que aqueles [resgatados da reserva] que não mais tiverem condições físicas, poderão realizar trabalhos administrativos, liberando efetivo para o combate direto”.

Uma última conveniência econômica do PL é que, segundo seu autor, haveria “a possibilidade de descontinuar a contratação de terceirizados nas tarefas administrativas, o que também acarretará economia aos cofres públicos.”

Tramitação do PL nº139/2025 e os limites constitucionais da Lei Orgânica


O projeto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A aprovação na Câmara dos Deputados e no Senado é necessária para que a medida se torne lei.

É bom lembrar que a proposta do deputado Portugal altera a Lei Orgânica Nacional das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, lei essa de competência privativa do Presidente da República.

FONTE: https://www.sociedademilitar.com.br/2026/01/militares-podem-voltar-a-ativa-em-todo-brasil-em-nome-do-combate-ao-crime-economia-ou-seguranca-reis.html








 

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