Segundo Wagner, a proposta – que estabelece que o militar que decidir disputar eleição deverá passar para a reserva – partiu diretamente das Forças Armadas e foi apresentada durante reunião com os comandantes das três Forças, com a presença do ministro da Defesa, José Múcio.
“Com a chegada das eleições, talvez seja um bom momento para retomar esse tema para discussão. Tenho que conversar com o presidente Davi Alcolumbre para tornar a pautar essa matéria”, afirmou o parlamentar.
Questionado sobre a possibilidade de a regra entrar em vigor já nas eleições de 2026 caso seja aprovada pelo Congresso Nacional, o senador afirmou que a definição caberá à Justiça Eleitoral.
“Será uma questão que o TSE terá que arbitrar”, declarou o líder do governo ao comentar se a eventual aprovação da proposta teria validade a partir de 2026 ou apenas em 2030.
De acordo com o petista, a proposta passou a ser discutida após os atos do 8 de Janeiro e os acampamentos registrados em frente a quartéis.
“Após o 8 de Janeiro, houve uma quebra muito violenta de algo que é sagrado na manutenção das Forças Armadas: a disciplina e a hierarquia.”
“Militar tem que fazer escolha”, diz Wagner
Ao comentar críticas sobre eventual restrição à participação política de militares, Wagner afirmou que a proposta não impede candidaturas e que a mudança exige definição prévia de carreira por parte do interessado.“Isso não é cerceamento de militar ser candidato. Se você optar por sair da carreira militar para outra, você tem que fazer uma escolha”, disse o líder do governo.
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